I am lost within myself
I'm tired of many things, my eyes can not see.
Only dreams hidden behind the face of a loser.
I must learn to walk, fly and growl like a dumb dog.
For the truth is not nothing but woods.
I'm tired ...
I'm fucked
I'm fine
I am lost within myself
I'll put my life to sell
I'll give the order
without ever getting tired of this stupid world.
(Eduardo Santos)
A Verdade em Nossos Olhos
"Eu pude ler a tua alma através desses teus olhos, e entendi o nosso fim, apenas me dê um sinal de que a porta será aberta e deixaremos como lembrança, nossos sorrisos"
Tua alma limpa e suja de rancor
Que tristeza descobrir que acabou.
O calor
O fervor
O sabor
O amor
Tua alma limpa e suja de raiva e de ódio
Por algo que não aconteceu
Mentira
Ira
Fuga
Outro
Amor
Tua alma limpa e suja de ódio e raiva
Por mim apenas sabia
O fim
Enfim
Assim
Sem saber
Tua alma limpa e suja de esperança
Só queria dizer
Vá
Para sempre
Vá
Para todo sempre
Vá
Tua alma limpa e suja de desejo
Por outro amor
Eu sei
Eu sei
Eu ouvi
Eu li
Tua alma suja e limpa de calor
Fogaréu de nojo
Por mim
Pelo sexo
Pela boca
Pelo céu
Tua alma suja e limpa de amor
Implorando meu despejo
Vá agora
Vá embora
Eu vou
Ou vou
Tua alma limpa e suja de fé
Recebeu as preces
Para sempre
Eternamente
Nunca mais
Em seu caminho
AMOR INTELIGENTE
todas as passagens se abrem e eu ouço o chamado,
venha, criança, e me guie com o teu amor inteligente
e puro, me dê a mão para que o olhar ardente
acenda na alma as belezas que só encontrei no teu semblante
Eu vim para te amar, mulher, eu vim p'ra te amar e ficar
p'ra sempre, todo o segredo do amor eterno é o que há
de unir nossos sonhos num ser que só existe no amor
compartilhado, por isso te chamo, quando salvar for
imperioso, já estaremos seguros do outro lado da ponte
Nas pedras deixo guardados documentos temidos,
eu sei que a mudança é todo o dia e vem de dentro,
mas como podemos abandonar os que não têm argumento
se o amor liberta quando une quanto mais decidido
é o passo do homem que vê na mulher todo o adiante
Eriko Alvym
O AMOR ESINA
Moça bonita da alma de lira
Moça bonita meu amor te delira
você me deu a estrela e a trilha
Moça bonita da alma de lira,
o que dizer? o amor desce da ira
o amor é o vulto
projetando a noite
o amor ao tumulto
desenha o bisonte
Moça bonita da alma de lira
aonde o ritual o teu quadril gira
Moça bonita da alma de lira
eu te peço - amor ensina
Moça bonita da alma de lira
do cavalo eu puxo o brasão e a estrela vira
a estrela revela
aonde o amor é aquarela
a estrela anuncia
aonde o amor se cria
Moça bonita da alma de lira
a estrela é a lágrima do amor que brilha
o meu olhar que você inventou de tão linda
Eriko Alvym
COMO SE EU FOSSE (QUE DEUS ME LIVRE E GUARDE) DIADORIM, E A CANETA O SEMPRE DURO, IRRESISTÍVEL E ERUPTIVO PAU DO JAGUNÇO RIOBALDO
...escrevi, faz tempo, um poema intitulado
“POETA QUE SENTA-SE PARA ESCREVER”...
E como eu, leitor, vivo continuamente
desconfiado da quantidade e qualidade
de sua inteligência que, imagino, seja pouca,
curta, grossa de casca, implantada e/ou artificial,
resolvi , por isto, ejacular estes versos explicativos
dizendo que o que eu quis dizer ao confessar
que sento-me para escrever, foi que, mesmo
desprovido de um tema e privado temporariamente
daquela emoção parturiente e propulsora
que, uma vez desencadeada, faz com que o transmorfo
e bovino tempo, por exemplo, se transforme
metaforicamente numa vaca
para que eu, emocionado, vulgo inspirado,
o ordenhe esferograficamente... Pois bem,
mesmo e ainda assim, eu sento-me, me sentindo
provisoriamente abandonado pela inspiração e, transpirado,
apenas friamente transpirado,
escrevo... escrevo... escrevo... como se eu fosse, ai de mim,
(que Deus me livre e guarde), Diadorim, e a caneta
o sempre duro, irresistível e eruptivo pau do jagunço Riobaldo...
José Lindomar Cabral
POETA QUE SENTA-SE PARA ESCREVER
... sou um poeta armado,
desses a respeito dos quais
as emoções fáceis se entreolham
e dizem, desanimadas, umas para as outras:
Sem chance... Esse aí nunca jamais
estará à nossa mercê,
como Drummond, por exemplo
paradoxalmente algumas vezes esteve...
Quer dizer, sou um bardo
apoderado debitamente
da herança cultural
e que, além de exercer remotamente
controle inclusive emocional
sobre a intuição,
senta-se para escrever
e escreve... escreve... escreve...
escreve mesmo quando
o tempo, aos coices,
recusa-se bovinamente a dá leite
e o vento, coiceiro, anuncia, mugindo:
Hoje ninguém me ordenha,
nem ainda que o brejo vá à vaca
e esta, resfriada, seja contraída
pelo bacilo que deu notoriedade a Cock,
leia-se,
pela turberculose, e tussa... tussa... tussa...
José Lindomar Cabral
COMO ME VINGO DA ONIPRESENÇA DO LEITOR
... vingo-me da onipresença do leitor
(sim, leitor, seu paulo coelho de uma figa,
leia-se, seu pulha, seu geralmente pulha,
você, sua sombra hipnotizada,
está irremediavelmente presente
em tudo que escorre esferograficamente
dos meus dedos, destes dedos ressentidos
porque foram desprezados pelos ânus apertados,
mas profundos, dos orgulhosos pianos de cauda
apenas porque os mesmos não são suficientemente
longilíneos, pelo menos não o bastante
para os satisfazerem analmente
em termos de comprimento)...
Porém, como estava dizendo: Vingo-me, leitor
da sua onipresença, fazendo de conta que sua cabeça
é uma vagina rasa e bastante estreita, e os meus escritos
são rústicos cacetes propriamente ditos, e cacetes longos,
grossos, duros e com farpas, farpas à guisa flageladora
de asas, por meio dos quais, impiedoso e despertador, o estupro
sem preliminares, sem cuspe e sem o lubrificado
escorrego das meninas, ou seja, a seco ou sem vaselina...
José Lindomar Cabral
ATESTADO DE INCLUSÃO
... incluído dos incluídos
não consinto que me excluam...
Porém, ainda que fosse excluído
dos excluídos, atrevido, abelhudo
e desmedido como só eu mesmo
consigo e me permito sê-lo,
mirar-me-ia no exemplo grego
(leia-se, trágico)
de São Francisco dos Santos
vulgo Madame Satã
que sendo negro, pobre, homossexual
e homicida e, portanto, menos excluível
e excluído impossível,
hoje faz iconicamente parte
do imaginário cultural
da porra dessa desnação
ou país interrompido e vil
que devia chamar-se Pau Vermelho
ou Madeira Escarlate, e não Brasil...
José Lindomar Cabral
O SEGREDO DOS SERES MÁGICOS
... os seres mágicos existem...
Refiro-me à fadas, duendes
(verdes ou não), centauros,
faunos, gnomos,
etc., etc., etcétera...
(Meu Deus, os céticos agora
vão me tirar o couro,
dizendo, coitados,
que os únicos parafusos apertados,
prestáveis, que me ainda me restavam
acabaram de perder as roscas
e a partir de então
já não são mais capazes
de se manterem apertados
às suas respectivas porcas;
isso metaforicamente falando, é claro...)
Pois é, leitor incauto, o reino do inferno
é astuto e tão organizado,
a ponto de se dividir em castas:
cada uma delas com a responsabilidade
específica de imbecilizar e enganar os humanos,
pois segundo o ponto de vista de Boi Zebu
digo, Belzebu, o maior de seus príncipes
e o mais respeitado dos seus estrategistas,
os humanos
são um povo débil e menos prudente
do que os coelhos que fazem sua casa
na rocha e não em nuvens de areia
como os imbecilizados homens...
O que é, por exemplo, uma fada-madrinha
(aparentemente tão boazinha)
aos avisados olhos abertos
de um vidente do Deus Vivo, senão
um demônio feminino encarregado
de praticar o bem com a subjetiva finalidade
de "comer metaforicamente mais tarde o cu do coveiro"
leia-se, de lá na frente, quando o corpo
afilhado tombar à sepultura,
assenhorear-se da alma dele e arrastá-la
para o Hades, de onde a infeliz só sairá,
depois da consumação dos séculos,
para ser lançada (após a classificarem
como bode de pêlo liso, diz-se, bicho de Labão),
juntamente com a caprino Belzebu
e seus letrados exames de moscas simbólicas,
no Lago de Fogo Líquido e Enxofre Ardente
e ali haverão de chorar e ranger os dentes
para todo e inconsumável sempre...
José Lindomar Cabral
O CACHORRO DO LULA É LADRÃO E HOMOSSEXUAL ATIVO
... Brasil, não te amo, nunca te amei
nem jamais te amarei ...
Porém, não te deixo...
Imagina se eu ia dar, por exemplo,
ao cachorro ladrão do Lula Lá
o gostinho de me ver, como se diz à chinesa,
pela flor-do-parque-de-trás,
entenda-se, de me ver pelas costas...
Não, leitor, eu não quis dizer que o cão
que Lula cria rouba, não...
Eu disse que ele, o (im)próprio Lula Ali Babá é ladrão...
Ladrão só, não: ladrão e homossexual ativo
haja vista que o Erário é masculino
e ele - o atual Presidente da prostituta
e mortuária República
desta florestalmente, inclusive florestalmente
devastada nação interrompida chamada Brasil -
está quase deixando o mesmo (o Erário) sem ânus
leia-se, desprovido de fundos, de tanto estuprá-lo...
José Lindomar Cabral
LITERATURA DE ALTO NÍVEL
... escrever, pra mim, além de ser
uma necessidade fisiológica,
é também uma terapia
cuja ocupação consiste
inclusive e principalmente
em ordenhar o tempo,
modelar o vento
e transformar esferograficamente o ócio
em divertidos, vernaculares
e acinzentados bonecos de tédio,
de tédio à guisa de neve...
Terapia, portanto, ocupacional
ou entretenimento terápico este
que me faz colateralmente
muito mau e mal
porquanto não é possível
fazer literatura de alto nível
com sentimentos de mocinho
de filme, por exemplo; exceto
se o mesmo for
um filme, não de amor,
mas noir ou de terror...
José Lindomar Cabral
SEM PAPAS (NEM FREIRAS) NA LÍNGUA
... não tenho papas
(nem freiras) na língua...
Tenho farpas
e um palato quase de pedra
que se ressente
de não ter estrelas
apesar de ser chamado
eufemisticamente céu...
Josè Lindomar Cabral
ODE AO PRAZER QUE ESCREVER ME DÁ
... porra, Clarice, porrra!!!...
Eu que devia ter lispectormente escrito
" Eu sei muito pouco,
mas tenho a meu favor tudo que não sei"
(e acrescentado:)
e por isso escrevo... escrevo... escrevo...
... porque, pra mim, o ato de escrever,
apesar de doer,
me dá mais prazer
e é mais difícil de me abster
do que fazer eufemisticamente amor,
do que comer, do que viver
(e ‘fazer eufemisticamenter amor’
porque amor não se faz,
muito pelo contrário, é o amor
que nos faz
inclusive melhores
e um pouco mais racionais que os animais)...
José Lindomar Cabral
O HOLOGRÁFICO ADVENTO DA “COVA DA IRIA”
... desde antes do fabricado ( leia-se, do holográfico) advento
da “Cova da Iria”,
quer dizer, desde antes que a terra fosse informe e vazia
que eles já eram expert em holografia
(e por eles, aqui, entenda-se, aqueles que se dizem exta-terrestres
quando na verdade são demônios cientistas ou anjos caídos
que ao serem expulsos para sempre do Oriente do Alto
trouxeram consigo o que existe de mais ponta
em se tratando de ciência e tecnologia)...
Por isso, leitor, recite comigo:
“A 13 de maio na Cova da Iria
no céu aparece” o holograma
da sexualmente promíscua
e venérea deusa Cibele
se fazendo passar por Maria
a que teve o hímen rasgado
pela cabeça do menino Jesus
na hora do seu obviamente
dolorosíssimo parto
(e é isto o que eu chamo
de ir direto ao coração das trevas
e cravar nele, sem cuspe, sem vaselima
e sem anestesia o que existe
de mais pontiagudo, destemido
e farpado em matéria de escrita)...
José Lindomar Cabral
EU E A POLÊMICA
... eu e a polêmica sentimos
uma atração, inclusive sexual,
um pelo outro...
Algo assim como se ela
(que na verdade é um Sucubus
vulgo demônio feminino
encarregado de seduzir os homens
que não se deixam perder pelas ilhas)
fosse... vejamos... ah, já sei: uma égua
continuamente no cio, e eu o cavalo alado
(uma espécie irresistível de Pégaso jovem)
mais bonito, cobiçado e pauzudo do mundo...
José Lindomar Cabral
O AMOR É MAIS DIADORIM DO QUE RIOBALDO
... puta que pariu...!
Não, não sumiu...
Realmente, leitor,
Não dá pra rimar
Amor com Doril
(Nem com Almodóvar)...
Concordo: das poucas
Sequelas que o amor
É incapaz de curar
Uma delas
É a dor de Lindomar,
Leia-se, a dor de amar
Imitando os anjos,
Ou seja, de maneira desatada
Quer dizer, sem dar a mínima
Para o fato crucial, purificador
E anti-cinematográfico
de ser ou não correspondido...
Isto sem falarmos aqui
(E falando assim mesmo)
Que o amor é mais Diadorim
Do que Riobaldo,
Entenda-se, mais doloroso
Do que perigoso...
José Lindomar Cabral
O ALUNO DO SILÊNCIO E DA SOLIDÃO
... lendo Cecília Meirelles aprendi
inclusive e principalmente
que não quero condescender,
quer dizer, escrever como ela escrevia,
apesar de desde a minha infância
até hoje eu continuar sendo
um dos melhores alunos
que a solidão e o silêncio já tiveram
(e continuam tendo)
o privilégio de ter...
José Lindomar Cabral
O SONHO DE Henry Kissinger
... o sonho do hematófago, ocultista
(leia-se satanista) e reptiliano
Henry Kissinger
(sonho este que, infelizmente,
está sendo literalmente transformado
em realidade) é dizimar
30% da humanidade
por intermédio
de pandemias personalizadas
ou seja
criadas genética, sacrificial
e especificamente
para essa negra e hedionda
finalidade, e de armas secretas
tão poderosas que já são capazes
de provocar, por exemplo,
secas seculares, invernos
com “ene’ anos de duração,
chuvas 100% ácidas, trombas
d’água por encomenda, terremotos,
etc., etc., etc. e maremotos seguidos
de tsunamis de até 200 metros de altura
que se deslocam fulminantemente
sabe Deus (e Mooloch, o deus deles, também sabe)
a exatamente quantos quilômetros por hora...
José Lindomar Cabral
